domingo, 6 de outubro de 2013

DIZIMO NOS DIAS DE HOJE.....

O dízimo é válido nos dias de hoje?

13 comentários
Esta é a minha resposta a três perguntas sobre a validade do dízimo para os dias de hoje, publicada originalmente no blogVoltemos ao Evangelho, dia 19/06/2010. Leia o texto até o final antes de tirar qualquer conclusão.

O dízimo nos moldes que nós temos no Antigo Testamento não é mais aplicável nos nossos dias. No Novo Testamento nós temos as ofertas voluntárias para sustentar a obra de Deus.

A Epístola aos Hebreus, principalmente os capítulos 9 e 10, deixa bastante claro que todas as cerimônias do Antigo Testamento foram abolidas com a vinda de Cristo, pois elas apenas tipificavam Aquele que viria, eram sombras da realidade que é Cristo. Além dessa epístola, Paulo fala constantemente sobre a abolição das cerimônias do Antigo Testamento no Novo Testamento, como em Gl.4.8-11, Cl.2.8-23, etc. Assim, a questão é determinar se o dízimo fazia parte da lei cerimonial ou da lei moral. A lei moral é permanente (Mt.5.17-18) e a cerimonial, como eu disse acima, é transitória. Assim, dependendo de onde o dízimo se encaixa, ele é válido ou não para os dias de hoje. Quando analisamos o Antigo Testamento percebemos que o dízimo estava totalmente amarrado ao sistema sacrificial daquele tempo, e havia vários tipos de dízimo (Lv 27.32; Nm 18.21-28; Dt 12.6-17; 14.22-28; 26.12). Estando dessa forma ligado aos sacrifícios e ao sacerdócio veterotestamentário, o dízimo como era praticado no Antigo Testamento é impraticável nos dias de hoje. Assim, ele está incluso dentro da lei cerimonial e, dessa forma, não é mais aplicável no Novo Testamento.

Alguns usam a passagem de Mateus 23.23 para defender que o dízimo é válido atualmente. Mas é importante observar que, apesar do Novo Testamento começar sua narrativa com o nascimento de João Batista e de Jesus, a Nova Aliança só começou, de fato, quando Jesus morreu (Mt 26.28; 27.51; Cl 2.14; Hb 9.11-17). Assim, quando Jesus disse o que está escrito em Mt 23.23, eles ainda estavam no Antigo Testamento. Portanto, essa passagem não pode provar a validade do dízimo para o Novo Testamento.

Outros tentam defender a validade do dízimo com a passagem de Hebreus, capítulo 7. Porém, nessa passagem o autor da carta apenas mostra a superioridade de Cristo em relação ao sacerdócio do Antigo Testamento usando Melquisedeque como um tipo de Cristo, pois Arão (representando o sacerdócio veterotestamentário) pagou dízimos a Melquisedeque na pessoa de Abraão, mostrando sua inferioridade em relação à Melquisedeque. O objetivo da passagem não é falar sobre a validade ou não do dízimo para os dias de hoje, mas mostrar a superioridade do sacerdócio de Cristo.

Dito isso, é importante mencionar que, atualmente, muitos "cristãos" estão prontos para negar a validade do dízimo para os nossos dias, não porque querem dar mais, mas porque querem dar menos, ou até mesmo nada. Para esses eu digo que quem supostamente se converteu ao Senhor, mas não converteu o seu bolso, deve reavaliar sua conversão. O cristão reconhece que não apenas 10% do seu salário pertence ao Senhor, mas todos os seus bens. Assim, o verdadeiro cristão faz planejamentos financeiros para não gastar em coisas supérfluas, a fim de poder contribuir com o máximo possível para o Reino de Deus, voluntariamente. O verdadeiro cristão não busca viver uma vida de luxo, pois seu deus não é o dinheiro, e sim o Senhor, a quem Ele coloca em primeiro lugar.

Tomemos como exemplo a contribuição da igreja primitiva. A viúva no templo deu tudo o que tinha (Lc.21.1-4). Os primeiros cristãos vendiam propriedades e depositavam todo o valor aos pés dos apóstolos (At.4.34-37). Os pobres da Macedônia contribuíram acima de suas posses (II Co.8.1-3). Esse é o padrão que o cristão deve seguir.

Devemos também lembrar que os pastores que Deus designou para pastorearam o rebanho precisam de sustento, sendo responsabilidade da igreja provê-lo (1Co 9.3-14; ). Portanto, as ofertas voluntárias também são usadas para compor o salário do pastor, provendo os recursos materiais necessários para que ele continue anunciando o Evangelho.

Para aqueles irmãos que congregam em igrejas onde o dízimo é praticado (como também é o meu caso), tenho recomendado que continuem contribuindo com o dízimo, mas considerando-o em seus corações como uma oferta voluntária, e não se satisfazendo em contribuir apenas com a décima parte, mas com o máximo possível, como acontecia na igreja primitiva.

Para um estudo mais detalhado, veja no Monergismo:

O Dízimo (Túlio Cesar Costa Leite)

dizimo nos dias de hoje (HAGAPITO PACHETTI)

por gentileza comente sobre esse assunto,muitos pastores esquecem o principal que e cuidar de nos e nao do nosso dinheiro,nao vamos ser feliz so dando dinheiro e sim tendo amor no coraçao,e sim repartindo o nosso amor com o proximo e familiares,nao so pensado em ficar rico.... 


  Em outro texto (“Lei do dízimo. Isso mesmo: Lei!”) discutimos várias questões acerca do dízimo, mostrando que não é um mandamento atual. Porém uma dúvida ainda persiste: e as ofertas nas igrejas? É correto pedir? Temos que dar? Há um valor estabelecido? Quanto mais entregar, mais receberei (lei da semeadura)? Enfim, são inúmeras as perguntas que surgem em relação a esses assuntos financeiros. Então, vamos analisar o tema.
     Em Êxodo 35:29 e Esdras 2:68 observamos a presença de ofertas voluntárias. Algumas palavras de Cristo, sobre o dinheiro, também chamam a atenção:
- Jesus diz ao jovem rico (Marcos 10:29,30) que todo aquele que deixar tudo (dinheiro, casa, família) por amor ao Evangelho, receberá cem vezes mais nesta vida, além da vida eterna. Observe que não é deixar tudo com o intuito de receber algo maior em troca. É por amor!
- Jesus observou as pessoas trazendo dinheiro à arca do tesouro (pois a Lei ainda estava em vigor, sendo encerrada apenas com a morte de Cristo). Elogiou ainda a pobre viúva, que deu até o que não poderia dar(Marcos 12:41-44). Mas qual o motivo do elogio? Simples: todas as vezes que vemos o incentivo bíblico às ofertas, as razões são explícitas: a caridade com os pobres ou o amor ao Evangelho. Não importa o valor. As poucas moedinhas que ela deu, eram importantes em sua vida. Foi uma doação em que reconheceu que outras pessoas precisavam tanto quanto ela. Observe também que ninguém pediu, foi um ato de amor, sem esperar nada em troca.
- Jesus disse aos 70 (ou 72) discípulos que digno é o obreiro do seu salário (Lucas 10:7). Porém veja o contexto: o salário não era dinheiro, era o alimento e a pousada que as pessoas dariam a eles. Ou seja, o viver do Evangelho, que Paulo também defendia (I Coríntios 9:14; II Coríntios 11:8) não previa mansões, carros importados (ou carruagens) e altos salários. Será que as igrejas atuais estão de acordo com esses ensinos? Com as facilidades da nossa época, trabalhar na obra de Deus tornou-se uma rentável
profissão, infelizmente.
     Paulo considerava muito importante a ajuda mútua entre os irmãos de diferentes locais, pois, além de exercitarem a caridade, mostravam a unidade da Igreja. Exemplos podem ser vistos em Atos 11:29; 24:17 eRomanos 15:26, em que os irmãos em dificuldades financeiras eram ajudados por outros cristãos. Ou seja, a idéia sempre foi amar o próximo e ajudar o pobre.
     Os defensores do “entregue seu dinheiro para ‘deus’” se apegam principalmente aos seguintes textos, que são os pilares da famosa lei da semeadura (que não é o tema deste texto): Gálatas 6:2-10; II Coríntios 9:7; Lucas 6:38. Mas vejam que o contexto dos dois primeiros textos são auto-explicativos. Colhemos o que plantamos e essa plantação é a caridade com todos, principalmente com os nossos irmãos de fé (exatamente as mesmas idéias descritas no parágrafo anterior). Deus não é bolsa de valores para se investir. Cada um luta para conquistar o que almeja e aqueles que obtém sucesso devem ajudar o pobre, a viúva e o necessitado (essa é a verdadeira semeadura financeira). Quando ajudamos o pobre, estamos dando a Deus(Provérbios 19:17). A salvação para os nossos problemas econômicos está no nosso suor. Deus nos dá a salvação da alma. Precisa mais do que isso? 

“Porque já sabeis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis” (II Coríntios 8:9)

     Qual foi a riqueza que recebemos? Bens materiais? Não! Foi o perdão de Deus e a vida eterna. Não estou dizendo que não podemos ter dinheiro, mas isso depende do nosso esforço. Deus não fará colher quem não plantar, ou seja, ele “ajuda quem cedo madruga”. Ele nos dando capacidade física e intelectual para estudarmos e trabalharmos não seria a oportunidade de conseguirmos o “famoso 100 vezes mais”? Além disso, o amor ao dinheiro é condenável. Muitos ignoram a Deus e só se lembram dEle quando estão no “fundo do poço”. É só observar o número de pessoas nas igrejas, que cresce acentuadamente em momentos de crise econômica.

“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.” (I Timóteo 6:10,11).

     Deus não é Robin Hood, pra tomar do rico e dar ao pobre. Se assim fosse, não haveria cristão necessitado. A nossa herança é espiritual, no céu. As ações materiais cabem a nós, dando água a quem tem sede, pão a quem tem fome, hospedando o estrangeiro, vestindo o carente e visitando o doente (Mateus 25:34-40). Jesus nos mostra, através da oração do “Pai Nosso”, o que precisamos pedir: “o pão nosso de cada dia nos dá hoje”. O que for além disso, materialmente, é supérfluo e puramente humano.
     Sempre que a bíblia fala em Igreja, refere-se ao grupo de cristãos que adoravam e serviam a Deus. Não se tratava de nenhuma instituição organizada e hierarquizada. Todas as igrejas (Corínto, Éfeso...) eram a mesma Igreja, apenas com cristãos reunidos em lugares diferentes. Assim, as contribuições (voluntárias e de acordo com os bens de cada um – II Coríntios 9:7) eram para o auxílio na divulgação do Evangelho (II Coríntios 11:8)e para ajudar os próprios irmãos necessitados, não importando a cidade em que moravam, já que todos pertenciam ao mesmo corpo, sem divisões. Não existia a igreja de Pedro, nem a de Paulo; não tinham luxuosos carros e templos para darem gastos desnecessários; não havia uma igreja em cada esquina; era inexistente o orgulho de querer ter um programa em um canal com boa audiência, em horários nobres, para mostrar que tem mais poder do que a igreja “concorrente”. Talvez esse seja o motivo de atualmente “sugarem” o salário daqueles que lutam o ano todo para sustentar sua família.
     Nossa missão na Terra é servir a Deus e ganhar almas para o Reino. O objetivo do cristão não é construir grandes catedrais (já que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens). Não devemos competir com a igreja X, para mostrar que temos mais membros ou mais influência na sociedade. Se estivéssemos todos na direção de Deus, sequer existiriam denominações. Seríamos um só povo (assim como somos um só corpo), professando uma só fé. Não haveria gastos estratosféricos com construções de igrejas, com contas de água e de energia elétrica. Os recursos que fossem necessários (para a manutenção dos locais de reuniões, para o auxílio aos necessitados e para aqueles que trabalham exclusivamente na propagação do evangelho) viriam dos verdadeiros cristãos, que ajudariam por amor, sem carnês e envelopes nomeados(Mateus 6:3), sem falsas promessas e ameaças, pois todos saberiam que o foco de tudo seria as almas e não, as disputas (mesmo que não assumidas) entre as diferentes denominações.
     Porém, como existe essa infinidade de igrejas e seria impossível acabar com toda essa confusão (pelo menos enquanto os cristãos não compreendessem o verdadeiro significado de “Igreja”), devemos manter uma comunhão com os irmãos, seja na igreja X, Y ou em reuniões independentes. Se estivermos servindo a Deus de coração, não negaremos ajuda a essa instituição, pois reconheceremos que para manter um templo (mesmo não sendo nos padrões que deveria) existem gastos. Mas o que não podemos aceitar são as inúmeras ofertas pedidas (sem falar nos dízimos). São contribuições para tudo quanto é assunto. Até mesmo o pobrezinho, que mal consegue sobreviver com seu salário mínimo, é incentivado (para não dizer forçado) a deixar dinheiro na igreja. Justamente aquele que deveria ser ajudado está deixando de pagar as suas contas, causando escândalos aos incrédulos, por causa de distorções bíblicas.
          O Novo Testamento não promete conforto, nem riquezas (Joao 16:33); Jesus não era rico materialmente(Lucas 9:58); Pedro era um pescador (Mateus 4:18) que não tinha dinheiro, mas tinha o poder de Deus (Atos 3:6). Os discípulos passaram fome (I Coríntios 4:11,12). Contribuir na esperança de receber muito mais em troca (como prega a lei da semeadura) é um erro grotesco. É impossível aplicar o “golpe do baú” em Deus. Ele conhece os nossos corações. A nossa oferta deve ser voluntária e com alegria.  Quem tiver o amor de Deus no coração irá contribuir (desde que tenha condições financeiras) para facilitar a divulgação da mensagem cristã, para ajudar os necessitados e para manter aqueles que “vivem do Evangelho”. Se o Senhor quiser nos recompensar com algo, amém. Se não, amém também. Salomão recebeu riquezas de Deus, mas nunca pediu. O que queria era sabedoria. Isso nos mostra que o Senhor pode nos dar muito mais do que pedimos ou merecemos. Na graça, não pagamos para receber e sim, recebemos sem merecer.

Autor: Wésley de Sousa Câmara

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Jose serra

quero que voçe fale do caso petrobras/gemini que a dilma assinou um contrato white martins e maioritaria,e nao a petrobras.